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Os objetivos do projeto são: redução da procura por armas (conscientização da população sobre os perigos das armas); fiscalização da oferta (combate ao contrabando e vigilância sobre produção, venda, exportação e importação, para evitar desvios); controle de estoques (destruição dos excedentes de armas e programas de entrega voluntária).
Para atingir estes propósitos foram estabelecidas cinco principais ações:
Campanhas – conscientização sobre a necessidade de registrar as armas e sobre os riscos de manipulá-las. O Viva Rio participou ativamente da Campanha de Entrega Voluntária de Armas, que recolheu quase 500 mil entre 2004 e 2005 (em 2003 haviam sido roubadas ou furtadas 26.908 armas, a maioria de residências). Como resultado, o número de homicídios por arma de fogo no Brasil caiu 8%.
Destruição – A destruição de 100 mil armas, realizada em junho de 2001 em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro e o Exército Brasileiro, foi a maior da história mundial. Em 2002, em apoio ao Dia Internacional de Destruição de Armas, mais 10 mil foram destruídas, na presença da governadora e representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Pesquisas – Produção de informações científicas, em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (Iser), tendo como base dados sobre o uso de armas e os meios de reduzir o número de mortes. Mudança dos métodos de classificação e estocagem de armas pela Polícia Civil do Rio, buscando criar um padrão aplicável a todo o país.
Legislação – Colaboração e pressão sobre os governos estadual e federal para a criação de medidas mais eficazes de controle da proliferação das armas de fogo. Em 2005 e 2006, O Viva Rio deu assessoria técnica gratuita à CPI das Armas do Congresso Nacional. A conclusão foi que 68% das armas ilegais apreendidas pela polícia do Estado do Rio haviam sido vendidas por fabricantes para lojas de armas legais. Comprovou-se também que, em média, 83% das armas apreendidas no Rio, em São Paulo e em Brasília, eram de fabricação brasileira.
Atividades Internacionais – Participação em seminários e no movimento internacional contra a proliferação das armas pequenas, através de redes, como a Rede Internacional de Ação sobre Armas Pequenas (Iansa), que reúne mais de 700 ONGs de todo o mundo, a Coalizão Latino-Americana sobre Violência Armada (Clave), a Rede Desarma Brasil, além de ONGs e igrejas brasileiras, com o objetivo de reduzir a disseminação de armas de fogo e propagar a cultura de paz.
O manual Armas de Fogo: Proteção ou Risco? (Antonio Bandeira e Josephine Bourgois, Viva Rio, 2005) pode ser adquirido no Viva Rio.
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