Seu Amaro, um dos fundadores do Viva Rio morre aos 88 anos

Importante liderança comunitária da Maré, faleceu no último domingo

Amaro Domingues no lançamento de seu livro “Amaro da Maré” em 2016

 

Após alguns anos lutando contra um câncer, Amaro Domingues, mais conhecido como Seu Amaro da Maré, faleceu no último domingo (4), no Hospital do Fundão, no Rio de Janeiro.

 

“A favela tem muitos donos. Mas a Maré tem muito mais que isso. Tem escolas, Clínicas de Saúde da Família, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), uma profusão de organizações não governamentais (ONGs), espetáculos de dança, restaurantes e até Parada Gay. E tem também Seu Amaro, personagem que surpreende pela perseverança, solidariedade e compaixão”, diz o diretor de comunicação do Viva Rio, Ronaldo Lapa, na contracapa do livro “Amaro da Maré”, que narra a trajetória de um dos mais importantes líderes comunitários dos complexos de favelas do Rio.

 

Muito querido entre moradores da Maré e referência para outros líderes comunitários, Seu Amaro foi fundamental na criação da Vila Olímpica local e também fez parte do início das atividades do Viva Rio, onde ocupava uma cadeira no Conselho de Administração.

 

Nascido em Campos dos Goytacazes, Norte do estado do Rio, chegou à Maré em 1962 e foi um dos fundadores a União das Associações de Moradores da Maré (Unimar), com o objetivo de encaminhar as demandas dos moradores do complexo e fortalecer o diálogo dos líderes comunitários com o poder público. Como representante da Unimar, em 1995, Seu Amaro foi à Brasília para entregar o projeto da Vila Olímpica ao assessor do então ministro dos Esportes, Pelé.

 

Inúmeras iniciativas na promoção da educação dos moradores e no desenvolvimento social do Complexo da Maré foram articuladas por Seu Amaro, que foi homenageado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Grande amigo dos moradores da Maré, ele é uma referência e uma inspiração para todos que tiveram a sorte de conhecê-lo.

 

O velório de Seu Amaro será amanhã, 6 de julho, a partir de 9h, na Vila Olímpica da Maré, com enterro no cemitério do Caju, às 16h15.

 

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