Jogadores do Pérolas Negras participam de evento com colaboradores na sede Viva Rio

Atletas, incluindo um do Haiti e outro da Síria, apresentaram uniformes da temporada 2021 e contaram histórias de vida

Atleta Maria Eduarda apresentando o novo uniforme feminino do Pérolas. Foto: Gustavo Schlittler

 

O Viva Rio promoveu hoje (21/7) um evento para exibir os novos uniformes e apresentar jogadores do time de futebol da Academia Pérolas Negras aos colaboradores que trabalham na sede da organização, no Cantagalo. O teatro da sede foi preparado para o evento com todas as medidas de segurança.

Quatro jogadores do Pérolas participaram: o sírio Qais Hassan Aldamen, atacante, de 17 anos; o haitiano Etienne Jolicoeur Junior (mais conhecido como Ti Jo), lateral-direito, de 19 anos; a Maria Eduarda de Moura, volante, de 17 anos; e o Felipe Borges, volante/meia, de 20 anos. Eles contaram um pouco de sua trajetória como jogadores e como chegaram ao time.

Segundo Rubem César Fernandes, diretor-executivo do Viva Rio, esse é o primeiro de uma série de eventos para divulgar o trabalho da organização para seus colaboradores. “Assim a gente vai conhecer o que faz. Esses eventos são importantes para saber quais projetos estão acontecendo.”

Foram sorteadas três camisas do novo uniforme. A programação teve participação de colaboradores de todos os setores.

 

Os jogadores

Maria Eduarda, que jogava no Flamengo, viu recentemente um anúncio no Instagram de uma seleção para o time feminino e acreditou que o Pérolas Negras poderia lhe dar boas oportunidades. Para ela, o evento foi importante para dar visibilidade ao futebol feminino do Pérolas. “Minha expectativa está alta de que o Pérolas possa chegar em uma colocação muito boa no campeonato”, conta ela.

Já o Felipe está na Academia há três anos e tem grande esperança de subir para o time profissional do Pérolas e, com isso, chegar mais perto do seu sonho de ser um jogador profissional de um time internacional.

Ti Jo, que veio do Haiti e está no projeto há sete anos, acredita ter evoluído bastante, tanto em relação ao futebol, quanto na língua portuguesa e na cultura brasileira. Conheceu a Academia quando ainda estava em sua cidade, Cabo Haitiano, e foi até a capital do Haiti, onde havia o projeto do Viva Rio para fazer um teste. O treinador gostou dele e logo Ti Jo começou a brilhar no time. “Quero ser campeão da série B1 Carioca e fazer o Pérolas crescer ainda mais”, conta animado.

O jovem sírio Qais Hassan Aldamen teve contato com o Pérolas num campo de refugiados na Jordânia, em 2018, quando foi feita a seleção de cinco jogadores. Desde então, está jogando no Pérolas e seu sonho é, um dia, atuar pelo Real Madri e pela seleção da Síria.

Ti Jo fazendo o sorteio de uma camisa. Foto: Gustavo Schlittler

 

A Academia Pérolas Negras

Foi criada no Haiti pelo Viva Rio, em 2010, juntamente com o centro de treinamento de futebol de campo para jovens haitianos. Em 2014, o projeto chegou ao Brasil. O time possui um Centro de Treinamento em Resende (RJ) e é federado na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

A Academia conta com projetos de educação, empreendedorismo e esporte de alto rendimento para refugiados e jovens brasileiros moradores de favelas e periferias pobres. Atualmente, o time profissional do Pérolas Negras está na série B1 do Campeonato Carioca.

 

 

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