Casas Vivas (2013 – 2017)

O Viva Rio ganhou licitação para administrar as Casas Vivas em cogestão com a Prefeitura do Rio de Janeiro. O projeto surgiu como uma nova alternativa para jovens que faziam uso abusivo de álcool e drogas. As Casas Vivas foram muitas vezes o único ponto de apoio para adolescentes vivendo em situações extremas de risco e vulnerabilidade.

Criado como uma alternativa à lógica da abstinência compulsória, o programa oferecia amparo e acolhimento para adolescentes que faziam uso prejudicial de álcool ou outras drogas. Na maioria dos casos em situação de rua, eles encontravam nas Casas Vivas uma moradia provisória e acesso a uma rede de cuidados.

Quase todos os adolescentes que chegavam às Casas Viva sofriam ou sofreram algum tipo de abuso em casa, e em muitos casos havia um círculo vicioso que ligava uso de drogas e transtorno mental. A história mais comum era a de um conflito familiar que levava a um desgaste emocional e em seguida ao consumo abusivo de álcool e outras drogas.

A história dos adolescentes que chegavam às casas costumava envolver pobreza, estrutura familiar precária e também um componente específico da realidade do Rio de Janeiro: vários deles haviam sido expulsos por traficantes ou milicianos dos territórios onde viviam. A expulsão se devia ao uso de drogas, a roubos e furtos ou a questões de ordem sexual que vão da prostituição a casos extraconjugais. Na maioria das vezes, o destino dos adolescentes nessas situações era a rua.