Viva Favela Verde forma jovens comunicadores para dar visibilidade a soluções climáticas nas comunidades

Primeira etapa do projeto vai formar cerca de 180 jovens 

 

O Viva Favela Verde, projeto do Viva Rio e da Academia Pérolas Negras, é uma iniciativa que une juventude, comunicação e sustentabilidade, com o objetivo de mapear e divulgar iniciativas socioambientais presentes no cotidiano das favelas cariocas. A ação será realizada ao longo de 2026, com o patrocínio da Cedae. 

As favelas e periferias são os territórios mais afetados pela crise climática, mas também são espaços de solução e inovação. E para amplificar essa realidade, o projeto forma jovens comunicadores locais, que passam por capacitação técnica e prática, para contar essas iniciativas a partir de dentro. 

As capacitações começaram na última terça-feira (14), com os jovens aprendizes do Viva Rio. Ao longo da semana, cerca de 180 jovens serão formados pelo projeto, em oficinas de educação climática e mídia digital. 

Na oficina de educação climática, os participantes aprendem conceitos básicos de conscientização, como reciclagem, reutilização e responsabilidade, além de conhecerem ações produzidas pelas comunidades para reduzir os impactos das crises e desastres climáticos. Já na oficina de mídia digital o objetivo é ensinar aos jovens como produzir conteúdos para dar voz às iniciativas socioambientais realizadas nas favelas. Alguns dos tópicos abordados são alcance, engajamento e ferramentas de redes sociais. 

“Nosso objetivo é promover a justiça climática. A maioria desses jovens vem das periferias, de comunidades precárias, e a crise climática afeta mais essa população. Assim, buscamos levar conhecimento, valorizar as boas ações nas favelas e promover o reflorestamento, um dos maiores desafios do Brasil. Sabemos a força e a capacidade que os jovens têm de influenciar, propagar e conscientizar as pessoas sobre as causas e  consequências das mudanças climáticas”, comenta Robert Montinard, professor da oficina de educação ambiental, formador do Mural do Clima e fundador da ONG Mawon. 

Após a formação teórica, o próximo passo do Viva Favela Verde é divulgar as ações socioambientais escolhidas pelos alunos, tanto em formato de matéria no site do projeto, quanto no Instagram e TikTok. Além de buscar as soluções ambientais que já existem, os jovens também vão poder propor novas iniciativas para mitigar problemas que observem nos locais onde moram. 

Henri Lopes, de 19 anos, jovem aprendiz do Viva Rio no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Maria Clara Machado, foi um dos participantes e comentou a importância do projeto. “As oficinas foram muito úteis, trouxeram conscientização para nós. É muito bom a empresa tomar essa iniciativa de trazer profissionais para falar com a gente sobre temas de grande responsabilidade, como poluição, meio ambiente, e outras coisas que afetam a nossa longevidade aqui na Terra”, relata. 

O projeto foi inspirado no antigo Viva Favela, iniciativa do Viva Rio criada em 2001, pioneira na produção e disseminação de conteúdo sobre favelas e periferias urbanas na internet. A proposta era formar comunicadores comunitários para a produção dessas notícias.

Confira mais fotos das oficinas. 

Texto: Raquel de Paula

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