Viva Rio promove concurso de Bonecos Cabeçudos entre CAPS no Carnaval do Rio

Competição acontece no Instituto Nise da Silveira, antes da saída do Bloco Loucura Suburbana, no dia 12 de fevereiro

O Carnaval é tempo de festa, mas também pode ser um espaço de cuidado, pertencimento e construção do bem-estar. O Viva Rio entende que a arte é parte fundamental do tratamento de pessoas com transtornos mentais. A instituição atua na cogestão de 24 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de outros serviços de saúde mental, e promove ações que unem cuidado clínico, cultura e convivência comunitária.

Um dos momentos mais simbólicos desse trabalho acontece justamente no Carnaval. No dia 12 de fevereiro, às 14h, a coordenação de Saúde Mental do Viva Rio vai promover um concurso de Bonecos Cabeçudos entre os CAPS sob gestão da organização. A competição vai acontecer no Instituto Municipal Nise da Silveira, que também é administrado pelo Viva Rio, durante a concentração do Bloco Loucura Suburbana.

A atividade está em sua segunda edição. No ano passado, o formato foi um concurso de estandartes, confira: https://www.instagram.com/reel/DGvUfjYpf37/. A proposta mobiliza usuários e profissionais na criação coletiva dos bonecos, estimulando trabalho em grupo, autoestima e criatividade.

O tradicional Bloco Loucura Suburbana sai às ruas do Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio, logo depois do concurso, a partir das 17h, reunindo centenas de pessoas, entre usuários, familiares e profissionais da rede de saúde mental carioca. A concentração será às 16h no Instituto Nise da Silveira.

Loucura Suburbana: carnaval, território e cuidado em liberdade

Criado em 2001, como parte do processo de desconstrução do modelo asilar do Instituto Municipal Nise da Silveira, o Bloco Carnavalesco Loucura Suburbana rompe os muros do hospício e resgata o carnaval de rua do Engenho de Dentro. O desfile reúne centenas de pessoas, entre usuários, familiares, profissionais da rede de saúde mental e moradores do bairro e do entorno. O objetivo do bloco é combater o estigma da loucura, promover a convivência e valorizar a cidadania de pessoas com transtornos mentais.

Em 2010, tornou-se o primeiro Ponto de Cultura em saúde mental da cidade do Rio de Janeiro, com apoio da SEC/RJ – “Ponto de Cultura Loucura Suburbana: Engenho, Arte e Folia”. A partir disso, passou a oferecer atividades permanentes, gratuitas e abertas à população, que resgatam a memória do samba e do carnaval, fortalecem a cidadania e incorporam a cultura aos dispositivos de saúde mental.

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