Hospital Municipal Leal Júnior realiza primeira captação de órgãos de 2026

Foto: Prefeitura de Itaboraí 

 

O Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior, unidade sob gestão do Viva Rio no município de Itaboraí, no Rio de Janeiro, realizou a primeira captação de órgãos de 2026 na última sexta-feira (20), que possibilitou a doação de rins e fígado de uma paciente de 67 anos, que faleceu no hospital no dia 18 de fevereiro.

A ação mobilizou a equipe multidisciplinar do hospital, incluindo profissionais do CTI, centro cirúrgico, assistência social e psicologia, para garantir acolhimento familiar e segurança em todas as etapas do processo. O procedimento foi realizado em parceria com o Programa Estadual de Transplantes (PET), responsável pelas captações e transplantes no estado do Rio de Janeiro, de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). 

A captação consiste na cirurgia de retirada de órgãos e tecidos para doação, que serão destinados a pacientes que aguardam na fila de transplante. Este é o terceiro explante realizado no Hospital Leal Junior, os dois anteriores ocorreram em 2025, já sob a gestão do Viva Rio. A unidade vem estruturando protocolos internos para assegurar segurança, qualidade assistencial e alinhamento aos critérios nacionais e internacionais.

Paulo Coelho, diretor da unidade, comenta a importância da doação de órgãos. “Mesmo em meio a esse momento de dor, a família tomou uma decisão de generosidade autorizando a captação de órgãos dessa paciente. Isso gerou uma oportunidade de continuidade de vida para uma das mais de 80 mil pessoas que ainda se encontram na fila de transplante no Brasil”, reforça. 

A paciente doadora teve morte encefálica declarada no Leal Júnior, após todos os esforços médicos para estabilização do quadro clínico. Seguindo o protocolo, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT) acionou a Central Estadual de Transplantes, que conduziu a confirmação do diagnóstico de morte encefálica e orientou todo o processo até a captação dos órgãos. Após reunião e acolhimento da família, a autorização para a doação foi concedida. 

Fabiane Pereira, enfermeira que atua no centro cirúrgico do Hospital Leal Junior e participou da captação, fala sobre o cuidado em todo o processo. “A equipe de captação chega ao setor responsável após a autorização para o explante dos órgãos, que são cuidadosamente retirados e, em seguida, armazenados em contêineres refrigerados adequados para transporte, garantindo a sua preservação até o transplante”, explica. A profissional também reforça o valor da doação para quem precisa. “Salva pessoas e melhora a qualidade de vida de pacientes com doenças graves, que dependem de transplante para sobreviver. Um único doador pode beneficiar vários pacientes”, finalizou. 

Além de representar esperança para quem aguarda na fila, a doação dos rins, por exemplo, permitirá que um dos pacientes transplantados deixe de depender da máquina de diálise, o que proporciona mais qualidade de vida e autonomia. 

Outras unidades sob gestão do Viva Rio também realizaram captações de órgãos no último ano. Em 2026, o Hospital Municipal Albert Schweitzer, localizado em Realengo, Zona Oeste do Rio, registrou cinco procedimentos, além de 14 realizados no ano passado. Já no Hospital Municipal Hugo Miranda, localizado em Paraty, município do Rio, foram duas captações no ano anterior.

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