Hospital Municipal Albert Schweitzer celebra o Dia Nacional de Doação de Órgãos

O evento teve participação da família de um doador e de uma receptora

Equipe do Albert Schweitzer com a receptora de coração Thayane Ângelo e os pais do doador Célio da Silva Júnior – Foto: Divulgação HMAS

 

 

O Hospital Municipal Albert Schweitzer realizou nessa quarta-feira (29/9) um evento para reforçar a importância da doação de órgãos e tecidos. O evento foi organizado pela Comissão Intra Hospitalar de Órgão e Tecido para Transplante (CIHDOTT) que compartilhou como é feito o trabalho na unidade e reforçou a importância de doar. 

A palestra foi realizada pela enfermeira da CIHDOTT Gisele Ribeiro Vascouto, que divulgou os procedimentos que possibilitam uma captação efetiva. O evento contou com a presença de parentes de um doador de órgãos, feita no hospital em agosto, além de uma receptora, a Thayane Ângelo, de 30 anos, que recebeu um novo coração. 

No segundo semestre deste ano foram feitas três captações efetivas de órgãos: duas em agosto e uma em setembro. Setores de emergência, laboratório, equipe médica, imagem, centro cirúrgico, psicologia, assistência social, anestesia, recepção, administrativo e direção colaboraram no processo.

Thayane Ângelo, que recebeu uma nova chance de viver, não consegue descrever a alegria que sentiu ao saber que finalmente receberia o coração que esperou por oito meses. 

“Foram dias longos e durante esse período era uma mistura de emoções: medo, falta de esperança mas muitas expectativas também. Quando meu celular tocou avisando que tinham um possível coração para mim, não consegui acreditar!”, conta ela emocionada. 

Thayane nasceu com miocardiopatia, doença do músculo cardíaco (miocárdio) que compromete o bombeamento correto de sangue para todo o organismo. Mas os sintomas só apareceram em 2017. Com o avanço da doença, houve um aumento do volume do coração e água no pulmão. Ela conta que os remédios já não faziam mais efeito e nem a reabilitação cardíaca. 

Em fevereiro de 2019, ela soube que precisaria de um transplante. No fim de novembro, o quadro de saúde piorou e por pouco não teve que ser internada. Até que o telefone tocou, no dia 2 de dezembro de 2019, com a notícia de que havia um coração disponível para ela e no mesmo dia foi feito o transplante. 

Gisele Ribeiro, enfermeira da CIHDOTT e receptora Thayane Ângelo – Foto: Divulgação HMAS

 

Se unir, virtualmente, a pessoas que também estavam na fila por um transplante foi o que ajudou Thayane a suportar a espera. Hoje ela compartilha da sua experiência com quem está passando por esse momento também. “Quando tem alguém na fila com muito medo do processo, eu sou acionada pela minha médica para compartilhar um pouco da minha vida após o meu transplante. A vida continua com qualidade”, conta. 

A palestra também contou com a presença da família do doador Célio Silva Junior, de  24 anos, falecido em agosto e doador de coração, rim e fígado. Segundo a mãe, Elaine Perez, Célio sempre reforçou o desejo de doar todos os órgãos que pudesse. Ela se sente grata por saber que a doação do filho pôde ajudar muitas outras vidas. 

De acordo com o pai, Célio Claudino da Silva, a doação foi uma continuação das boas ações que o filho fazia em vida: “Ele era sócio de uma barbearia e montava uma mesa na porta com alimentos não perecíveis para as pessoas necessitadas pegassem. Durante as noites, também distribuía sopa nas ruas”, lembra. 

O trabalho da Comissão Intra Hospitalar de Órgão e Tecido para Transplante inicia-se na determinação de morte encefálica ou em parada cardiorrespiratória. Depois, organiza o processo de captação de órgãos e tecidos para implantes. 

O Albert Schweitzer, por ser um hospital de emergência, tem chances de potenciais doadores, sendo um agente na diminuição da fila de espera por um órgão.

O Dia Mundial de Doação de Órgãos é comemorado todo 27 de setembro, onde acontece o Setembro Verde, campanha para reforçar a importância  de ser um doador. 

 

 

 

 

 

 

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